5 de abril de 2007

Calvário


CALVÁRIO

Estrada íngreme e longa.
Humedecida por lágrimas rendidas
Extraídas dos açoites padecidos.
Neste chão de culpas reconhecidas,
A dor do sofrimento que a carne dilacera,
faz o corpo tremer das rudes misérias,
Celeiro dos derrotados a espera da
Garganta infernal que a alma desespera.

Calvário, cume que atemoriza
Caminho de tormento vergonha do dissertou
Que a lei defragou, e que
Com sentença de morte o lavrou.

Calvário do meu Cristo.
Negociado por trinta moedas,
Meu Jesus por este caminho andou.
Inocente em seus atos a culpa carregou.
A lei de césar não o perdoou,
Julgou-o culpado!
Por Ele o amor ter pregado,
E a pesada cruz o entregou.

A caminho do calvário
Seu espírito gemia.
O ínfimo castigo ali recebia,
Pelos meus pecados
Ele na cruz sofria.

Levava consigo a minha omissão
Os meus erros, fraqueza ,
Enfermidade e dor.
Tudo isso na vergonha da cruz expirou
Aliança de sangue pela minha paz
Ali concretizou.

Erguido sobre a cruz
Em meio aos malfeitores,
No mastro do seu corpo sanguentado,
Tremulava ao mundo
A bandeira do perdão
pelo amor unificado.

A um dos malfeitores
A graça do Pai lhe revelara e disse:
-Hoje mesmo estarás comigo no paraíso.
Fluindo verdade e amor nas palavras benditas.

No calvário , a multidão que ali se espremia
Era de gente curiosa e impiedosa,
Mas, havia também gente convertida e amorosa.

Ouvindo Jesus o unânime clamor da multidão a gritar:

Crucifica-o!
Crucifica-o!
Crucifica-o!

Seu espírito angustiado ao Pai exclamou:
“Perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”.
Dizendo isso expirou, tombando sua cabeça sobre o peito.
Sua missão de Deus encarnado cumpria seu feito.

A esse eco a terra estremeceu,
O sol escureceu, o véu do templo se rasgou.
Jesus Cristo morreu!
Em meu lugar padeceu
Para que a vida prosseguisse
Firmada no amor.

Um homem por nome José
Senador da Província de Arimatéia,
Homem de bens e justo,
Apiedou-se do corpo de Cristo
E a Pilatos o pediu.
Em tumba limpa o sepultou
Envolto a lençóis o agasalhou
Repousando ali o corpo de Jesus
Conforme a profecia decretou.

No terceiro dia,
Vencendo na tumba fria a escuridão
Jesus ressuscitou!
Com Ele a luz de um novo alvorecer
Brilho da vida eterna na glória do Pai
Para todo o que crer.

No calvário de agonia
Jesus Cristo ofereceu vitória
A mim e a você pelo resplendor da sua glória.

Amém.


Jair Martins 27/07/05 07h24

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